Quem vai acompanhando o blog já percebeu que, ultimamente, tenho focado a minha atenção num determinado grupo de nomes para o qual ainda não consegui arranjar uma definição que me satisfaça. "Simples" é a palavra que me ocorre, mas parece-me um adjetivo demasiado redutor e temo que possa ter alguma conotação negativa quando, pelo contrário, a simplicidade é uma característica que aprecio muito.
Como em tantas outras coisas, os nomes são sujeitos às modas e acredito que já estamos em transição. É provável que estes nomes "simples" não cativem as massas mas já há muito que defini que não é esse caminho que tenho de percorrer.
Inácio integra na perfeição o lote de nomes simples, comuns, reconhecíveis e pouco exuberantes. É um nome com bastante tradição em Portugal, inclusivamente como apelido, mas é um nome que hoje praticamente não se usa, já que foi apenas registado quatro vezes em 2011 e em 2012. Felizmente, em 2014 subiu para oito, mas o número ainda é inexpressivo. Ora, excluindo a óbvia e subjectiva questão do gosto pessoal, este desuso é o único defeito que lhe consigo apontar. Acho que posso fazer aqui uma ponte com o post recente sobre Rosa: quanto mais lia e relia os vossos comentários, mais me convencia de que já nos estamos a preparar para o regresso destes nomes que hoje "não se usam", porque noto que o nível de rejeição total tem vindo a baixar, e a expressão "não se usam" já aparece mais vezes seguida de um "mas...".
Inácio chega até nós pelo latim "Ignatius" ou "Egnatius", através do grego "Ignatiós", e significa ardente, por aproximação ao latim "ignis", que significa fogo. E eu acho que é um nome a ter em consideração, até porque não se afasta assim tanto do popularíssimo Inês...


